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Na nossa história há boas coisas, ótimas, excelentes, há ruins, péssimas, terríveis, abomináveis, exacráveis, ignóbeis e etc, etc.
Não necessáriamente nesta ordem e depois do achamento do Brasil, porque antes aqui era o paraiso, naturalmente com uma história que não deixou rastros escritos. Muito menos tradição oral, salvo lendas articuladas para explicar origens de elementos da natureza.
Na obra, História da Literatura Brasileira, de Massaud Moisés, localizada através o Google, no endereço abaixo, em PDF, nas páginas 36 e 37, li referências sobre Cartas do Brasil, do Padre Manoel da Nóbrega. Dentre elas, uma pequena dizia a seguinte pérola sobre os padres que viviam no Brasil em sua época: “e que não eram bons sacerdotes, pois ‘é a escória que vem de lá’”: Massaud trouxe para os rodapés daquelas páginas o que escreveu Nóbrega, extraída da publicação Cartas do Brasil, da Academia Brasileira de Letras, de 1931:
“Os clérigos desta terra têm mais ofícios de demônios que de clérigos: porque, além de seu mau exemplo e costumes, querem contrariar a doutrina de Cristo, e dizem publicamente aos homens que lhes é lícito estar em pecado com suas negras, pois que são suas escravas, e que podem ter os salteados, pois que são cães, e outras cousas semelhantes, por escusar seus pecados e abominações, de maneira que nenhum Demônio, temo agora que nos persiga, senão estes.”
http://books.google.com.br/books?id=3X6hu3e3KbUC&pg=PA121&lpg=PA121&dq=hay+amigo+para+amigo&source=web&ots=vkZPlg70EH&sig=a6H-UlCw9LXiVW5o_VbZCtduyFQ&hl=pt-BR&sa=X&oi=book_result&resnum=8&ct=result#PPP1,M1
Escrito por Dácio Jaegger às 13h49
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