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Olimpíadas, esportes, vitórias, derrotas e à margem deles... Com a ajuda de http://www.birafitness.com/histdasolimpiadas.htm
Registros de 764 a. C. em cerâmica falam de jogos com oferendas a deuses na região de Olímpia que evoluiram por quase um século com introdução de várias modalidades esportivas que foram se desvirtuando em longas orgias e bacanais de pouca conotação esportiva até que Teodósio I, no século V d.C. acabou com elas. As olimpíadas foram ressuscitadas por Pierre de Coubertain em Atenas em 1896. Em St. Louis, em 1904 o primeiro escândalo de olimpíada, Frei Los, o primeiro a cruzar a linha de chegada da maratona, usou um automóvel, durante o percurso, que só foi descoberto pouco antes da entrega dos prêmios.Em Londres 1908, um italiano Pietri Dorando, entrou errado no estádio na chegada da maratona, teve de voltar para cumprir a reta final, não resistiu, caiu e foi ajudado pelos juizes, chegando em primeiro lugar. Foi desclassificado, porém ganhou uma taça de ouro da rainha Alexandra. Estocolmo, 1912-O índio norte-americano Jim Thorpe, foi campeão do pentatlo e do decatlo. Dois anos depois, por exigência do próprio Comitê Olímpico dos EUA, suas medalhas de ouro foram cassadas pela acusação de ser um profissional - por ignorância, havia recebido vinte dólares para jogar por uma equipe de baseball, um ano antes dos jogos. Em Antuérpia em 1916 os VI jogos olímpicos não foram realizados por causa da 1ª guerra mundial, mas foram contados. Os VII jogos realizaram-se na mesma cidade em 1920 e de especial daí para a frente, o juramento olímpico passou a fazer parte da cerimônia de abertura. Em Paris, 1924 -Johnny Weissmuller - que seria, como ator, o mais famoso Tarzan do cinema - ganhou suas primeiras primeiras medalhas de ouro na natação. Pela primeira vez vários eventos foram transmitidos ao vivo por rádios da Europa e EUA- Amsterdã, 1928 instituiu a chegada da tocha olímpica e o acender de uma pira na cerimônia de abertura. Los Angeles, 1932 -Acusado de profissionalismo, Paavo Nurmi foi impedido de tentar sua 4ª Olimpíada como campeão. Berlim, 1936- Os jogos transformaram-se num gigantesco instrumento de propaganda nazista com Hitler acompanhando de perto todos os detalhes da organização. Helsinki, 1952 - A URSS ingressa no mundo olímpico, estendendo ao campo do esporte, a "guerra fria". O maior nome dos jogos foi Emil Zatopek, apelidado de "a locomotiva humana". Tóquio, 1964 -Yoshinori Sakai, o atleta japonês que carregou a tocha olímpica na abertura, em Hiroshima no exato dia em que ali foi atirada a bomba atômica. Os japoneses o usaram como seu símbolo. Cidade do México, 1968 -300 mil estudantes e professores entraram em greve e, dez dias antes da festa de abertura, tropas do governo abriram fogo contra milhares de manifestantes matando centenas de jovens. Registrado o primeiro caso de doping: álcool. Munique, 1972 -Tragédia: o seqüestro e assassinato de 11 atletas de Israel por membros do grupo terrorista árabe Setembro Negro. Moscou, 1980 -Os jogos foram marcados pelo boicote proposto pelos EUA em protesto contra a invasão do Afeganistão pelos soviéticos. Não compareceram a Moscou delegações da Alemanha ocidental, Japão e vários outros países. Los Angeles, 1984 -Os jogos foram prejudicados pelo boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. Seul, 1988 -Em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento. Barcelona, 1992 -Os Jogos foram realizados ainda que encontrasse o país-sede dividido entre espanhóis e catalães, exigindo o hasteamento de duas bandeiras e entoação de dois hinos diferentes na abertura. Atlanta, 1996 -Os 100 anos do Movimento Olímpico foram comemorados com a submissão dos membros do C O I à máquina norte-americana da Coca-Cola.. No campo das emoções, o então recordista mundial do salto em extensão, o norte-americano Mike Powell foi para o último salto contundido, mancando. Caiu de rosto na caixa de areia, entre lágrimas de dor e decepção, e nunca mais competiu. Uma explosão de uma bomba no Parque Olímpico fez Richard Jewell, policial, virar duas vezes notícia. Quando a bomba explodiu, resultando na morte de duas pessoas, ele tornou-se celebridade por salvar centenas de outras vítimas. Dois dias depois foi preso por ter colocado a bomba. Sydney, 2000 -Obras grandiosas em estilo futurista. Nikki Webster, menina de 13 anos, personagem central do espetáculo, simbolizou na praia, com aborígenes, um sonho que se transformara em lendas e história da Austrália. Os Australianos deram um espetáculo inesquecível de competência, amor ao esporte e cidadania.
. O velocista brasileiro Sanderlei Parrela foi liberado para disputa, depois de ter sido pego no exame antidoping. O nadador Eric Moussambani, da Guiné Equatoriana, tornou-se um símbolo. O atleta de 22 anos participou da 1ª eliminatória, bateria disputada com dois nadadores com os piores tempos, que queimaram na largada.. Sozinho na piscina, nadou ida e volta lentamente, mostrando a habilidade de quem aprendeu a nadar seis meses antes. Na competição foi primeira vez que nadou numa piscina de 50 metros. A cada braçada, os espectadores não paravam de aplaudir. Terminou nadando “cachorrinho” para não se afogar.. Ao sair da piscina, exausto, foi tratado pelo público como se fosse um dos campeões da casa. Maurren Maggi, brasileira, sentiu uma fisgada na coxa direita no começo de sua arrancada e sequer chegou a realizar o salto.
O britânico Chris Maddocks, com problemas no tendão-de-aquiles completou a marcha atlética dos 50 km uma hora depois do campeão. Foi aclamado pelos 94 mil espectadores do estádio. A queima de fogos, em tempo real que começou sobre o Estádio Olímpico prosseguiu até a Baía de Sydney, cruzando os céus da cidade por mais de trinta minutos, encerrou a cerimônia. Atenas, 2004 -Os jogos transcorreram sob o medo do terrorismo, pós derrubada das torres do World T Center. O atirador Matthew Emmons liderava a carabina três posições 50 m quando fez uma trapalhada. No último tiro, acertou o alvo de um vizinho. Perdeu. Na maratona, o ex-padre irlandês Cornelius Horan, derrubou o brasileiro Vanderlei C. de Lima, quando ele liderava a prova. Terminou em terceiro lugar. A Argentina quebrou um jejum de 52 anos sem ouro olímpico. Pequim ou Beijing -2008, a capital mais poluída do mundo, sem céu, paralisa fábricas poluidoras no entorno da cidade, derruba bairros inteiros sem indenização a muitos moradores, constrói o mais bonito estádio do mundo, o Ninho de Pássaro, o Cubo d’água, parque aquático, manda prender milhares de chineses que cospem ao longo das calçadas junto aos prédios (de longe parece um regato), engana o mundo com pegadas de fogos de artifício feitas dias antes, declara que quem canta o hino da China é uma menina feia e não a modelo (que maldade!) Feng Kun, Yang Hao, Liu Yanan, Li Shan e Wang Lina, titulares do volei chinês fazem propaganda da cerveja Yanjing. O gigante Yao Ming, é garoto-propaganda da concorrente Tsingtao, (álcool,um doping). Até Liu Xiang, atleta dos 110 m com barreiras que, machucado, não entrou na disputa, anuncia os cigarros Baisha. As preciosidades exóticas da comida chinesa (tidas como dopings) são afastadas de toda a área de competição. Pobre chinês não vê olimpíadas nem pela TV. Milhões de chineses ficam sem água que foi desviada para Beijin. Turista comprou no Mercado da Seda por 80 euros (R$ 192) um terno pirata Giorgio Armani, que ele espera que sobreviva à primeira lavada. Afinal, a máquina fotográfica que adquiriu na semana passada já pifou. O quarto de hotel mais barato custa R$ 960,00. Compra-se bilhetes falsos nas proximidades do ginásio das mãos de cambistas, atividade que é crime na China. O turismo na Pequim olímpica se apresenta como uma corrida com vários obstáculos. E olha que além de polícia há espiões do governo por todos os lados. Mas é inegável que venceu o espírito esportivo, em que pese a inexistência dos direitos políticos que tanto gostamos.
Escrito por Dácio Jaegger às 14h40
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