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"Em sintonia com o cosmo, vivo com os pés no chão, salvo no mundo submarino, no aconchego da água, quase meu lar. Lá e cá pisciano... Filho da mãe natureza por obra de pai e mãe amo demais os três, dois já integrados no colo que os recebeu. Irmãos... o mar, as montanhas lagos e rios, nuvens e chuvas.
Meus primos... as plantas, os peixes os répteis, as aves, bactérias e vírus, dos quais quero sempre saber, no jornal, na revista, no livro, na TV, internet em qualquer lugar.
Uma espécie é a minha preferida. Homo sapiens sapiens, donde busquei uma fêmea legal, que me completa, porque de amor repleta, e na sabedoria do dom, para legarmos ao mundo, um duo simples de continuidade, pois amor com amor se paga."



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O que é isto?
 

                                     Olimpíadas, esportes, vitórias, derrotas e à margem deles...

Registros de 764 a. C. em cerâmica  falam de jogos com oferendas a deuses na região de Olímpia que evoluiram por quase um século com introdução de várias modalidades esportivas que foram se desvirtuando em longas orgias e bacanais de pouca conotação esportiva até que Teodósio I, no século V d.C. acabou  com elas. As olimpíadas foram ressuscitadas  por Pierre de Coubertain em Atenas em 1896. Em St. Louis, em 1904 o primeiro escândalo de olimpíada, Frei Los, o primeiro a cruzar a linha de chegada da maratona, usou  um automóvel, durante o percurso,  que só foi descoberto pouco antes da entrega dos prêmios.Em Londres 1908, um italiano Pietri Dorando,  entrou errado no estádio na chegada da maratona, teve de voltar para cumprir a reta final, não resistiu, caiu e foi ajudado pelos juizes, chegando em primeiro lugar. Foi desclassificado, porém ganhou uma taça de ouro da  rainha Alexandra. Estocolmo, 1912-O índio norte-americano Jim Thorpe, foi campeão do pentatlo e do decatlo. Dois anos depois, por exigência do próprio Comitê Olímpico dos EUA, suas medalhas de ouro foram cassadas pela  acusação de ser um profissional - por ignorância, havia  recebido vinte dólares para jogar por uma equipe de baseball, um ano antes dos jogos. Em Antuérpia em 1916 os VI jogos olímpicos não foram realizados por causa da 1ª guerra mundial, mas foram  contados. Os VII jogos realizaram-se na mesma cidade em 1920 e de especial daí para a frente, o juramento olímpico passou a fazer parte da cerimônia de abertura. Em Paris, 1924 -Johnny Weissmuller - que seria, como ator, o mais famoso Tarzan do cinema - ganhou suas primeiras  primeiras medalhas de ouro na natação. Pela  primeira vez vários eventos foram transmitidos ao vivo por rádios da Europa e EUA- Amsterdã, 1928 instituiu a chegada da tocha olímpica e o acender de uma pira na  cerimônia de abertura. Los Angeles, 1932 -Acusado de profissionalismo, Paavo Nurmi foi impedido de tentar sua 4ª Olimpíada como campeão. Berlim, 1936- Os jogos   transformaram-se  num gigantesco instrumento de propaganda nazista com Hitler acompanhando de perto todos os detalhes da organização. Helsinki, 1952 - A URSS ingressa no mundo olímpico, estendendo ao campo do esporte, a "guerra fria". O maior nome dos jogos foi Emil Zatopek, apelidado de "a locomotiva humana". Tóquio, 1964 -Yoshinori Sakai, o atleta japonês que carregou a tocha olímpica na abertura, em  Hiroshima no exato dia em que ali foi atirada a bomba atômica. Os japoneses o usaram como seu símbolo. Cidade do México, 1968 -300 mil estudantes e professores entraram em greve e, dez dias antes da festa de abertura, tropas do governo abriram fogo contra milhares de manifestantes matando centenas de jovens. Registrado o primeiro caso de  doping: álcool. Munique, 1972 -Tragédia: o seqüestro e assassinato de 11 atletas de Israel por membros do grupo terrorista árabe Setembro Negro. Moscou, 1980 -Os jogos  foram marcados pelo  boicote proposto pelos EUA em protesto contra a invasão do Afeganistão pelos soviéticos. Não compareceram a Moscou delegações da Alemanha ocidental, Japão e vários outros países. Los Angeles, 1984 -Os  jogos foram prejudicados pelo boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. Seul, 1988 -Em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento.  Barcelona, 1992 -Os Jogos foram realizados  ainda que encontrasse o país-sede dividido entre espanhóis e catalães, exigindo o hasteamento de duas bandeiras e entoação de dois hinos diferentes na abertura. Atlanta, 1996 -Os 100 anos do Movimento Olímpico foram comemorados com  a submissão dos membros do C O I à máquina norte-americana da Coca-Cola.. No campo das emoções, o então recordista mundial do salto em extensão, o norte-americano Mike Powell   foi para o último salto contundido, mancando. Caiu de rosto na caixa de areia, entre lágrimas de dor e decepção, e nunca mais competiu. Uma explosão de uma bomba no Parque Olímpico fez  Richard Jewell, policial, virar  duas vezes notícia. Quando a bomba explodiu, resultando na morte de duas pessoas, ele  tornou-se  celebridade por salvar centenas de outras vítimas. Dois dias  depois foi  preso por  ter colocado a bomba. Sydney, 2000 -Obras grandiosas em estilo futurista.  Nikki Webster, menina de 13 anos, personagem central do espetáculo, simbolizou na praia, com  aborígenes, um sonho que se transformara em lendas e história da Austrália. Os Australianos deram um espetáculo inesquecível de competência, amor ao esporte e cidadania.

. O velocista brasileiro Sanderlei Parrela foi liberado para disputa, depois de ter sido pego no exame antidoping. O nadador Eric Moussambani, da Guiné Equatoriana,  tornou-se um símbolo. O atleta de 22 anos participou da 1ª eliminatória, bateria disputada com dois nadadores com os piores tempos,  que queimaram na largada.. Sozinho na piscina, nadou ida e volta lentamente, mostrando a habilidade de quem aprendeu a nadar seis meses antes. Na competição foi  primeira vez que nadou numa piscina de 50 metros. A cada braçada, os espectadores não paravam de aplaudir. Terminou nadando “cachorrinho” para não se afogar.. Ao sair da piscina,  exausto, foi tratado pelo público como se fosse um dos campeões da casa. Maurren Maggi, brasileira, sentiu uma fisgada na coxa direita no começo de sua arrancada e sequer chegou a realizar o salto.

O britânico Chris Maddocks, com problemas no tendão-de-aquiles completou a marcha atlética dos 50 km  uma hora depois do campeão. Foi aclamado pelos  94 mil espectadores do estádio. A queima de fogos, em tempo real que começou sobre o Estádio Olímpico  prosseguiu até a Baía de Sydney, cruzando os céus da cidade por mais de trinta minutos, encerrou a cerimônia. Atenas, 2004 -Os jogos transcorreram sob o medo do terrorismo,  pós derrubada das torres do World T Center. O atirador Matthew Emmons liderava a carabina três posições 50 m quando fez uma trapalhada. No último tiro, acertou o alvo de um vizinho. Perdeu.  Na maratona,  o ex-padre irlandês Cornelius Horan, derrubou o brasileiro Vanderlei C. de Lima, quando ele liderava a prova. Terminou   em terceiro lugar. A Argentina quebrou um jejum de 52 anos sem ouro olímpico. Pequim ou Beijing -2008, a capital mais poluída do mundo, sem céu, paralisa fábricas poluidoras no entorno da cidade, derruba bairros inteiros sem indenização a muitos moradores, constrói o mais bonito estádio do mundo, o Ninho de Pássaro,  o Cubo d’água, parque aquático, manda prender milhares de chineses que cospem  ao longo das calçadas junto aos prédios (de longe parece um regato),  engana o mundo com pegadas de fogos de artifício feitas dias antes, declara que quem canta o hino da China é uma menina feia e não a modelo (que maldade!)  Feng Kun, Yang Hao, Liu Yanan, Li Shan e Wang Lina, titulares do volei chinês fazem propaganda da cerveja Yanjing. O gigante Yao Ming,  é  garoto-propaganda da concorrente Tsingtao,   (álcool,um doping).  Até Liu Xiang, atleta dos 110 m com barreiras que, machucado, não entrou na disputa, anuncia os  cigarros Baisha. As preciosidades exóticas da comida chinesa (tidas como dopings) são afastadas de  toda a área de competição. Pobre chinês não vê olimpíadas nem pela TV. Milhões de chineses ficam sem água que foi desviada para Beijin. Turista comprou no Mercado da Seda por 80 euros (R$ 192) um terno pirata Giorgio Armani, que ele espera que sobreviva à primeira lavada. Afinal, a máquina fotográfica que adquiriu na semana passada já pifou.  O quarto de hotel mais barato custa R$ 960,00. Compra-se bilhetes falsos nas proximidades do ginásio das mãos de cambistas, atividade que é crime na China. O turismo na Pequim olímpica se apresenta como uma corrida com vários obstáculos. E olha que além de polícia há espiões do governo por todos os lados. Mas é inegável que venceu o espírito esportivo, em que pese a inexistência dos direitos políticos que tanto gostamos.

 



 Escrito por Dácio Jaegger às 14h40 [] [envie esta mensagem]



                Agradeço de coração aos amigos que sentiram minha ausência  em seus blogs e vieram me visitar. Alertando  buscaram tirar-me de uma aparente letargia.

                Um somatório de situações de várias cores tomou o  tempo de tal forma que sempre que pensava chegar até aqui ou mais além, já estava vencido pelo cansaço. Restava  dormir para recomeçar no outro dia. Obrigado pelos toc-tocs  e palavras de carinho. Beijos e abraços.


 

                    seres humanos que não são como  outros bichos, são piores.

 

               

                  Terrível!

                  Há uma fila de pessoas, cada qual em sua casa ou em um hospital a espera  de um órgão, seja um fígado, pulmões, um rim que possa ser colocado em seu corpo para substituir seu congênere doente que está em fase terminal.

                 Toda uma população sadia não lhe serve para tal, salvo o fato de representantes  fazerem  parte de vasta equipe desde motorista, eletricista, gari, segurança, enfermeiro, médico clínico e cirurgião que àqueles poderá ter a grande influência  de aumentar-lhes o período de vida com um transplante de órgão.

                 Para isto, ironia de destino, é necessário que alguém cheio de vida, vendendo saúde, preferencialmente jovem seja vitimado por acidente de carro. Que morra rápido ou sobreviva por algumas horas para que no mínimo suas córneas e ou um dos órgãos vitais lhe sejam removidos e com o consentimento da família sejam doados a uma organização governamental que aproveitará de bom grado para os primeiros das filas de cada órgão se houver compatibilidade entre si.

               Mal ou bem a fila andava trôpega, porque a tal necessidade de compatibilidade deixava algum paciente receptando a ver navios que acabava sendo alcançado pela morte que não havia matado um alguém ideal.  Imagine-se a dureza de lamentar-se porque morrem poucos; triste o pensamento que clama pela desgraça de um desconhecido, que Deus o perdoe por pensar assim, mas ele sabe o que faz.

               Pior, descobrir-se que em apenas um mês, de uma lei apelidada de Seca, a situação dos doentes piorou sensivelmente. A lei, segundo Carlos Varaldo,  presidente do Grupo de Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite B e C  ocasionou uma queda de captação de órgãos de 50%. Disse ele textualmente no O Globo: “Não sou contra a lei, muito pelo contrário. Mas é fato  que houve queda no número de acidentes e isso diminui a chance de captação de órgãos.” Comenta sobre a Operação Fura Fila da Polícia Federal  que prendeu uma quadrilha de médicos (mérdicos) do Rio    que vendiam órgãos por centenas de milhares de reais: “Com estas notícias as doações serão mais difíceis ainda  e agora não mais haverá uma lista de espera e sim uma lista de morte.”

              O governo brasileiro rejubila-se pela salvação de milhares de vidas fruto da Lei Seca. Pais que esperavam um caso fatal em seus filhos, pós noitadas, agradecem a boa hora da implantação e fiscalização rigorosa da lei.  

             Houve um caso de um paciente de 69 anos que por seis vezes foi chamado  ao Hospital do Fundão para receber um fígado. Não acontecia, com desculpas pouco convincentes para a família. Uma das vezes a mãe do  doador voltou   atrás dizendo que seu filho iria ser ressuscitado por Jesus. Na sexta vez foi internado e perdeu o transplante para uma mulher de 54 anos internada no hospital particular, Clínica São Vicente, por força de uma liminar. O paciente de 69 anos morreu meses depois.

              Há que se revogar a lei que salva vidas dos antes imprudentes e negligentes, que está prejudicando salvamento das alheias das filas? Seria a pretensão do Varaldo?. Imagine-se o balanço geral dentro de seis meses.     

 

                                                      



 Escrito por Dácio Jaegger às 22h21 [] [envie esta mensagem]



                                                                                         K I R I B A T I  

                                                     Um país que vai desaparecer sob nossas barbas e batons

                     Há uns vinte anos li sobre uma ilha no Pacífico que explorava uma gigantesca jazida de fosfato (indispensável como fertilizante nas culturas vegetais intensivas). Ela esgotaria e os habitantes em número de 75.000  ficariam sem seu principal insumo de exportação. Apesar da cultura de coco produzir a copra e da pesca  tirarem seu sustento básico, sabia-se que no futuro mediato todos teriam que sair de lá.  Era notícia de jornal e ficou na minha memória. O país  Kiribati  é  um  arquipélago de ilhas coralíneas em número de 33 atóis  bem no meio do Pacífico, entre o Havaí e Fiji. É a maior nação-atol do mundo. Dividindo as ilhas existe atualmente uma linha imaginária geodésica, a Linha Internacional da Data que a tornou a república  mais oriental do mundo de forma que enquanto na  ilha Baikiri a capital é manhã de  domingo, no mesmo instante é sábado em uma ilha há alguns quilômetros a leste.
                     Sexta-feira, 06 de junho  li no O Globo que o presidente do país Anote Tong pede ajuda internacional para evacuar o  arquipélago. Surpreendeu o mundo porque em março deste ano anunciara durante 8ª Conferência da ONU sobre Biodiversidade, em Curitiba,  a criação do terceiro maior parque marinho do mundo   onde há mais de 120 espécies de corais e 520 de peixes em 184,7 mil quilômetros quadrados. O Aquário da Nova Inglaterra (EUA) e a ONG Conservação Internacional ajudam a criar a reserva.
                     Elas  vão colaborar com um fundo que administrará o parque indenizando o governo pela diminuição da arrecadação resultante da menor concessão de licenças de pesca, que receita fiscal. Não há jazida de fostato, eis que esgotada, Seus estoque subterrâneos de água doce vem ficando salgada pelos avanços do mar e os coqueiros morrendo pela salinização junto às raízes. Há três anos praticamente não chove. Comunidades costeiras recuaram para zonas altas que não chegam a dois metros de altura. Pontos mais altos são choupanas,  casas e os coqueiros.
                     Disse o Presidente: “-Talvez estejamos além do ponto de salvação. Estamos num momento em que talvez não seja mais possível voltar atrás, em que as emissões na atmosfera continuarão contribuindo para as mudanças climáticas, causando alterações no nível do mar que levarão nossas ilhas a sumir. Peço à Onu que providencie a emigração imediatamente: Não queremos acreditar nisso. Nos dá uma profunda sensação de frustração, mas o que fazer?  A cada maré cheia temos relatos de erosões dos corais e perde-se areia retida. Sabemos que isto não ocorria no passado e as cidades costeiras que existiam há um século tem ser realocadas mais para o centro e a cerca de 1.80mt., e isto está acontecendo agora, é muito urgente.”
                     Fico a imaginar que uma simples ressaca com ondas de 3 mt. de altura  ou uma tsunami,  limpará as ilhas  matando os habitantes aos trambolhões, afogando no mar os que salvarem. A ilha, colônia britânica, na segunda guerra mundial foi invadida por soldados japoneses que massacram a população indefesa e  que alguns meses depois foram mortos e aprisionados  em três dias por tropas americanas  Anos depois os americanos  ameaçaram  usar alguns atóis mais distantes para depositar lixo nuclear radioativo afastando turistas. Em  1996 foi preciso que o  presidente da época implorasse a cessação dos planos. O Arco de  Fogo de Vulcões  do Pacífico  anda em grande atividade e uma surpresa desagradabilíssima   pode acontecer. Com a palavra os poderosos do planeta.                       

                                    

                                                   

                                                 

  

                                    

 Escrito por Dácio Jaegger às 16h04 [] [envie esta mensagem]



                                                          

 

                    Para a blogagem coletiva proposta pelo Nando Damázio e  Nana    

 

                     Fumei dos 25 aos 31anos, jamais atingi 15 cigarros ao dia, o Hollywood; quando ansioso o normal mediava 10. Era um luxo só, elegante, fino trato, altamente recomendado nas altas rodas. Nas médias e nas baixas também era um must. Um companheiro para os  momentos difíceis. Capaz de permitir abstrações.

                      Um dia arpoei uma tartaruga marinha, tempo em que ninguém cogitava de meio ambiente, ecologia e etc. Como fazia com outros habitantes do mar foi levada para a casa da namorada junto com peixes e lagostas daquele dia. Ao abri-la para retirar as carnes, resolvi examinar detidamente os pulmões. Rosados, limpos sem qualquer mancha espúria. Lembrei-me de pulmões de cadáveres do Instituto Anatômico, cuja origem em geral era de mendigos – de pulmões enegrecidos pelo fumo e pela poeira e gases tóxicos das ruas e avenidas - que me causaram espécie quando os estudei. Tartaruga e ser humano, um do mar, de ar mais límpido e outro da terra já bem poluído pela industria vicejante...

                       Continuava a fumar. Certo dia lendo uma revista de Clínica Médica deparei-me com um estudo estatístico sobre câncer de pulmão, num período de 15 anos nos Estados Unidos. Mostrava ligeira diminuição da doença em homens, algo como oito por cento,   em  função do combate que o governo havia iniciado, e o  surgimento dela nas mulheres que em busca da independência econômica foram parar em grande quantidade no mercado de trabalho. No meio médico a queda entre os homens foi em  torno de trinta e cinco  por cento, porque estes em contato com os doentes que morriam em suas mãos devorados pelo câncer de pulmão vendo com seus próprios olhos  botaram as barbas de molho, abandonando o vício, sem qualquer simpatia, promessa, acupuntura, substitutivo e outros engodos. E houve aumento drástico entre as mulheres médicas, que na sua maioria era ginecologista, obstetra, pediatra, dermatologista, em função do estresse emocional no envolvimento com os dramas de seus pacientes,  que raramente eram acometidas pelo carcinoma pulmonar.

                         Lia e refletia – era estatística de pesquisas em vários estados do país, promovida  por várias universidades, sabia-se da seriedade delas. Foram alguns milhões de habitantes os objetos da pesquisa. Pensei ao acabar a leitura atenciosa: - em face desta demonstração a qual não tenho meios para contradizer, não sendo um idiota, tendo uma cultura especializada no ramo da saúde, em face do conhecimento reportado, se sou inteligente é o momento de entender que o  “amigo” vai matar-me sem dó nem piedade, pau nele.

                        Firmei meu compromisso particular, parei de fumar de estalo. E quando surgiu no mesmo dia   o desejo de dar uns tragadas, simplesmente não tirei o maço de cigarro do bolso. Permaneci com ele sempre em bolso de camisa ao meu alcance, debaixo do nariz, tirava   um cigarro quando um filante pedia. Ficava em rodinhas com vários fumantes. Tomava cafezinho com eles ou sozinho. Não  me permiti discutir comigo a situação. Não havia dilema. Tinha parado de fumar e pronto. Jamais tive recaída. Resolvi aplicar o dinheiro  que economizava, na compra de lotes de terrenos em loteamento de médio valor e ao longo de 35 anos consegui três. Mesmo comprados em tempo curto foram  financiados pelo dinheiro de cada maço com seu  ingresso a longo prazo cuja contabilização continua até hoje. Ficam juntos de uma chácara  de minha propriedade, e são sempre mostrados quando o assunto é o malfadado, nauseabundo e matador cigarro,  e não utilizados com  construções albergam muitas árvores e arbustos frutíferos seqüestrando  carbono (para sua utilização), liberando oxigênio para todos nós. O mesmo acontece na chácara.

                       Venho fazendo minha parte, porque o oxigênio que se produz nos terrenos sobra para outros.  

Adendo
                   Vencer a abstinência
Para quem deseja parar de fumar, há diversos tratamentos e centros de ajuda. Entretanto, o ingrediente principal da fórmula para se livrar do vício é a força de vontade - e desejo de viver, afinal para quem fuma, o tempo de vida é curto.
Você já ouviu falar na crise de abstinência de quem pára de fumar - o conjunto de sensações desagradáveis provocadas pela ausência da nicotina no organismo. Isso dura dois meses ou mais - perceba o sofrimento que o indivíduo causa para si mesmo ao entrar para o "clube" dos fumantes. Passado esse tempo, a chance de largar o vício aumenta.
Ao ficar sem fumar, o organismo já dá sinais de agradecimento:
Nos primeiros 20 minutos, a pressão arterial volta ao normal e os batimentos cardíacos também.
Após duas horas, a nicotina sai da circulação sanguínea e as veias e artérias voltam ao diâmetro normal.
Dois dias sem tragar a fumaça do cigarro, acarretam a recuperação do paladar e do olfato - o fumante perde grande parte desses sentidos.
Depois de uma semana, a capacidade respiratória aumenta bastante, cerca de 30%. Em um ano, diminui o risco de doenças cardíacas.
O organismo se recupera por completo depois de 15 anos sem fumar.

*Mariana Aprile é estudante de biologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie e bolsista do CnPq.

 

 

                                                      

 



 Escrito por Dácio Jaegger às 10h07 [] [envie esta mensagem]






Blogagem Coletiva proposta por Andréa Motta do Blog Leio o Mundo Assim ... 

N I T E R Ó I        A     C I D A D E   S O R R I S O

 
Você conhece outra cidade brasileira que tenha uma estátua mostrando que seu fundador foi um índio?

Índio Araribóia=áraíb(tempestade)+bóia (cobra),  cobra tempestade ou cobra feroz, da tribo dos temininós
que ajudou os portugueses a expulsar os franceses do Rio de Janeiro.

                Niterói, águas escondidas em tupi  reflete a visão dos indígenas que aqui habitavam e que tanto das praias e melhor ainda dos morros e montanhas que existem no perímetro da cidade viam a enseada, hoje com o nome de São Francisco, de recorte bem pronunciado escondendo as águas do Oceano  Atlântico resguardando-as dos ventos fortes e  das ondas bravas. A enseada é bem recortada com várias interrupções que propiciam a existência de várias praias, a maior e mais importante, a de Icaraí, topônimo também tupi cujo significado é de águas de remanso (I= água + cará=peixe + I=água -  as águas do riacho faziam um remanso pelo aterramento da foz na ocasião de ondas fortes). Ao norte desta segue-se a praia das Flechas, que brinda o cidadão com o descortínio de micro ilhotas, uma mais afastada a dos Cardos e duas rasantes à areia, a Pedra do Índio e a Pedra da Itapuca,  ita=pedra + puca=furada– esculpidas pelas ondas do mar e pelo vento – são lindas.No final desta praia temos um promontório de corte abrupto, uma pequena praia e uma ilha, quase uma península, todo o conjunto com o nome de Boa  Viagem, onde se juntavam os portugueses para assistirem à partida de navios, em geral para Portugal, acenando-lhes com lenços e toalhas.

                                

                   Ainda para o norte vem a praia de Gragoatá, corruptela de gravatá, de carauá= folha de espinho + ta= duro, uma bromeliácea comuníssima nas  encostas da época do descobrimento; a praia é limitada por um forte de defesa militar com o mesmo nome da praia.

 

                                                 

                     Ao sul de Icaraí, seguindo-a outra praia recebeu o nome devido à palavra latina Charitas=caridade, inscrita na porta de um cemitério de uma ordem religiosa. Jurujuba, outra praia; decompondo: juru= pescoço, juba=amarelo- das barbas louras dos piratas franceses que de 1555 a 1564 se estabeleceram  na região negociando com os nativos. 

 

              

                    A cidade é rica em topônimos tupis em outras praias, lagoas, morros, bairros, ruas e  prédios. Tem sua porção de litoral Atlântico com praias acolhedoras e bairros exclusivamente residenciais onde tem duas grandes lagoas de água salobra – recebem águas de riachos e de chuva, de alata incidência. Nelas se pesca tainhas, robalos carás, bagres e camarões. Neste  litoral  há três ilhas, Pai, Mãe e Menina, ótimas para a caça submarina e abrigo de várias espécies de gaivotas, seus dormitórios, porque passam o dia fora buscando alimentos nos manguezais da Baía da Guanabara, de Guá=baía+nã=semelhante+pará=mar, lugar semelhante ao mar, a grande água salgada que tem os municípios do Rio de Janeiro e Niterói confrontantes a partir da barra, e outros completando o entorno.. Voltando a falar em fortes, existe um muito famoso na entrada da barra que é a Fortaleza de Santa Cruz de vários episódios  históricos um dos mais recentes ter servido de prisão a comunistas a partir da revolução de 1964; um no alto do morro, denominado São Luis além de uma casamata em caverna aberta na rocha, abrigo de munição,  e na praia de mar aberto os Forte Rio Branco, e o Forte de Imbui, imbu,  ymb=árvore, planta + U= água, planta que dá água. Y é rio,  portanto Imbui é rio dos imbus. Estes fortes são abertos à visitação pública. A cidade tem além destas construções centenárias outras de ordem religiosa, Igreja São Lourenço dos Índios com arquitetura jesuítica do século XVII, possui um retábulo-mor,  um vigoroso trabalho de talha em madeira da primeira fase dos retábulos jesuíticos  considerada monumento da fundação de Niterói; Igreja de São Francisco Xavier, sua construção data do século XVII, arquitetura colonial, possui imagem esculpida em pedra-sabão, atribuída à Aleijadinho. Igreja São Sebastião de Itaipu construída no século XVII com arquitetura em estilo colonial , possui um retábulo-mor, de linhas neoclássicas, todo em talha de madeira; 

 

                                                                        

 

 

 Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora com arquitetura em estilo gótico e árabe, abriga o maior Órgão de Tubos da América Latina e o quinto maior do mundo. Da atualidade com um conjunto de prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer a orla da cidade a partir do centro traçou-se o Caminho Niemeyer a ser  composto por 11 equipamentos urbanos: o Centro de Memória Roberto Silveira, cumprindo sua missão, a Fundação Oscar Niemeyer, o Museu Petrobras de Cinema, uma Catedral Batista, uma Catedral Católica, a nova Estação das Barcas no Centro, a Estação de Barcas de Charitas, funcionando, hidroviária que recebe catamarãs para transporte de passageiros até o centro do Rio, o Teatro Popular, uma Capela Flutuante dedicada a Nossa Senhora do Líbano, a Praça JK, entregue ao público e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o MAC,  no final da  Praia de Boa Viagem, num promontório que exibe-se aos olhos extasiados do visitante. Seu formato  lembra um disco  voador com uma base pequena está levantado do solo como se estivesse chegando ou saindo para uma viagem cósmica. 

                                                            

 

                    A cidade é encantadora, simpática, amável, quase sem a violência comum nas metrópoles, tanto que recebeu o epíteto de cidade sorriso há muitos anos e mantida até hoje. Apesar de estar em área metropolitana, não assumiu tal condição, gostamos de seu modus provinciano. E eu nem nasci aqui. Seu povo é o mais acolhedor do Brasil.  

 

Sites de turismo de onde tirei as fotos:  http://www.nitvista.com/  que oferece centenas de cartões para serem utilizados livremente

                                                           http://www.neltur.com.br/port/indice.htm    -   Oficial  da cidade
                                                           http://www.nitideal.com.br/
   -  Turismo    

 

                                             

                                                 



 Escrito por Dácio Jaegger às 00h12 [] [envie esta mensagem]



                        Enrolando a gente com papel reciclado

 

 

                   Usar papel reciclado artesanalmente é gratificante, pois acha o ser humano  que ajuda a natureza a poupar alguma árvore por aí. É que ele pensa que ela ficará de pé nalguma floresta. Falsos ecólogos ou ambientalistas propagam isto e nós inocentes úteis embarcamos. Foi-se este tempo heróico. Hoje todo papel é fabricado a partir de florestas de eucaliptos e pinus plantadas para isto. Reciclar papel polui mais que fabricá-lo a partir da celulose das plantas. Gasta-se mais energia, água e insumos químicos.  Enquanto isto uma floresta de eucalipto ou pinus fixa CO2 poluente livrando a  nós e animais dele,  que é porém,  alimento essencial para a existência da planta. Ajuda  na remoção de um dos causadores  do efeito estufa. E agora?  Perde-se  a diversidade animal da mata que não tem o que comer numa cultura homogênea por falta de folhas, frutas e raízes adequadas, principalmente em relação  ao eucalipto alienígena cujo fruto é uma piorrinha seca sem polpa, quase do tamanho de um ervilha, com apenas sementes microscópicas;  ganham as abelhas para fabricarem mel de excelente odor e sabor.

                   Papel para imprimir ou escrever, o bom é o branco sulfite, o resto é lero-lero para boi dormir.  O reciclado pode ser tão branco quanto o original, então por que aquela cor palha ou pastel tão ecológica? Pura enganação.  O reciclado é fabricado branco e na sua depuração recebe corante para parecer o que é. Os fabricantes intuíram que a cor parda seria emblemática. Ele se destina principalmente a embalagens (papelão - 80% - hipercorado),  fins sanitários (18%- alvejado-branco inocência) e impressão (2% - a cor do engano). Ah, tá! Sanitário, sanitas, saúde – usá-lo atrás das pudendas partes, lugar de expulsão de porção de nossa  poluição interna, com fins nobres. Limpa o que fica grudadinho, ali pela mucosa, uma vez que a maior porção desce direto a céu aberto para rua ou para beirada de estrada; de um barco ou por encanamento alcança rios e lagos, mares e oceanos – aos peixes, é! Peixes comem fezes! Também se agasalha com produtos químicos nos banheiros ditos. Apesar de tudo  o reciclado pode ser usado em novos processos, 8/10 vezes até que a celulose não agüente mais. As fibras celulósicas vão diminuindo no comprimento até não conseguir-se que façam a trama inicial.

                   O papel reciclado virou moda no Brasil, idéia macaqueada da Europa e EE UU. Muitas empresas e instituições enxergaram no seu uso uma forma de se penitenciar junto a um certo público. Seus lucros exorbitantes se dirigem a este uso porque seu cliente desinformado acha que elas fazem um uso decente, ele lê folders bem preparados- elas obtém acumpliciamento de jornais  e revistas (que não usam papel reciclado). Bancos estão adorando, se acham fazendo boas ações sócio-ambientais. O papel  é de má qualidade– as aparas, que são o insumo tem dezenas de más procedências,  a ponto de fabricantes de impressoras ou proprietários de gráficas desaconselharem seu uso.

                    Pelo que se sabe, este problema não é exclusivo do Brasil. A virose reciclante é  doença vivenciada em muitas nações. Há tempos, cinco empresas fabricantes de papel, entre elas a Nippon, admitiram fraude na fabricação  do reciclado. Elas admitiram que mentiram quando diziam usar mais material reciclado do que a realidade. Resultado, grandes clientes estão desistindo do uso deles. O presidente da Nippon (japonesa) pediu o chapéu, deram-lhe a demissão. Toda fraude e ou  mentira de consumo afeta nossa saúde, faz nascer crianças com alergias, provocam  doenças e defeitos genéticos – há sempre um gigante por trás. Fabricam lucros fabulosos sem dó nem piedade sobre o que somos, números e moedas.

                     O que vc acha disto, continuará a usar o papel reciclado? 

***Por incrível que pareça, contra-cheques que recebia do Governo Federal em papel reciclado (caro), hoje dia 9 de maio chegaram no mais ecológico papel branco. São emitidos mensalmente cerca de 1.500.000.    

 

                                      

 

                                            E vc pensa que não pode haver amor entre estes nossos ancestrais?            

                                   

                                
                                                                Vídeo de http://www.picarelli.com.br



 Escrito por Dácio Jaegger às 15h58 [] [envie esta mensagem]




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